quarta-feira, 9 de março de 2011

QUEM É JULIO SHIMAMOTO

Diretor de arte, artista plástico e legenda dos Quadrinhos brasileiros, Julio Yoshinobu Shimamoto nasceu em Borborema, interior de São Paulo, em 1939. Shima, como é conhecido profissionalmente, desenvolveu sua vocação artística em tenra infância, no isolado sítio de seu pai, rabiscando no chão com gravetos. Conseguiu seu primeiro emprego de desenhista no Departamento Promocional da empresa multinacional “Sears, Roebuck & Co.” (Lojas Sears). A partir daí, sua carreira decolou e Shima nunca mais abandonou os pincéis.

Julio Shimamoto desenhou livros didáticos, produziu ilustrações para capas de revistas, lançou histórias em quadrinhos e tornou-se diretor de arte nos departamentos de criação de agências de publicidade nacionais e internacionais. Colecionou prêmios tanto na publicidade quanto nos quadrinhos e desenvolveu storyboards para comerciais de tevê e cinema.

Nas Histórias em Quadrinhos brasileiras, Shima deixou uma marca indelével, havendo participado ativamente de todos os movimentos e cenários da área nas últimas cinco décadas. Com seu traço denso e inconfundível, passou por praticamente todas as editoras do país: La Selva, Taika, Outubro, Ebal, Noblet, Folha de São Paulo, Ática, Editora do Brasil, Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegre, Vecchi, Grafipar, Abril, D-Arte, Press, Maciota, Record, Globo, Bloch, Via Lettera, Devir, Marco Zero, Novo Mundo, Escala, Nova Sampa e Opera Graphica. Pertencente a uma geração de grandes nomes dos quadrinhos de terror (o gênero mais importante, forte e representativo das HQs nacionais), Shima é considerado por grande parte da crítica especializada o maior quadrinista brasileiro vivo, a ponto de ter sido o grande homenageado do 5º Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ) em 2007, o maior evento do gênero no país.

Aos 72 anos, Julio Shimamoto segue em plena atividade, envolvido em projetos autorais e produzindo quadrinhos absolutamente experimentais, com uma abordagem verdadeiramente artística em suas HQs. Recentemente desenvolveu uma técnica onde aplica uma camada de tinta sobre uma peça de cerâmica para depois desgastá-la utilizando objetos pontiagudos. As imagens surgem em negativo, numa inovação do estilo claro-escuro.  Passa então a escanear e xerocar estas imagens, para depois montar as páginas das histórias através de colagens.

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